segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

18 de Fevereiro - Control


Muitos são os que acreditam que para um músico se tornar imortal tem apenas duas opções: ser talentoso ou morrer cedo.

A história está cheia de exemplos do segundo caso. No entanto, figuras houve que deixaram uma marca indelével na cultura do nosso tempo, “libertando-se da lei da morte” através da sua arte e engenho. Buddy Holly, Ritchie Valens, Otis Redding, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Tim Buckley e Kurt Cobain faleceram antes de completarem trinta anos, mas todos ficarão eternamente ligados à história da música popular do século XX.

Ian Curtis viveu apenas vinte e três anos e entra, sem dúvida alguma, para o mesmo pedestal. Até ao dia em que decidiu terminar com a sua existência, foi vocalista de uma das mais míticas bandas nascida em Inglaterra na era punk, os Joy Division. Muitos críticos apontam os Joy Division como os primeiros a conseguirem libertar-se das amarras do movimento punk, e da irreverência e revolta sobejamente expressas, assumindo uma postura mais melancólica, precursora das bandas indie dos anos 80.

Epiléptico, depressivo, melancólico, solitário, Curtis não resistiu à pressão que incidiu sobre a sua vida pessoal e profissional, suicidando-se no dia 18 de Maio de 1980, precisamente na véspera do início de uma tournée dos Joy Division pelos Estados Unidos.

O filme Control, de Anton Corbijn, realizado em 2007, acompanha a vida de Curtis entre a promessa de uma vida normal, com mulher e filha, e a vertigem do sucesso. Baseado na biografia escrita por Deborah Curtis, viúva de Ian, e fotografado num sublime preto e branco, o filme ganhou prémios um pouco por todo o mundo, sobretudo para o realizador e para Sam Riley, um actor inglês que nasceu precisamente no ano (1980) da morte do músico que tão bem soube homenagear.

Trailer do filme:

Vídeo de Love Will Tear Us Apart:






domingo, 7 de fevereiro de 2010

Semana Raul Proença - de 8 a 12 de Fevereiro

Na "nossa" Semana Raul Proença, apresentamos quatro películas que se inserem na temática escolhida para Fevereiro. A primeira é Rumble Fish - Juventude Inquieta, realizada por Francis Ford Coppola, em 1983. Habitualmente reconhecido como a segunda parte de The Outsiders, Rumble Fish surpreende pelo arrojo estético de um dos mais importantes cineastas da história do Cinema. Tal como no filme anterior, Coppola lança para a ribalta um grupo de jovens actores, destacando-se Mickey Rourke e Nicolas Cage.

Trailer de Rumble Fish:


O segundo filme a apresentar é América Proibida, realizado por Tony Kaye, em 1998. Edward Norton recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação de um jovem que procura impedir o seu irmão mais novo de cair na mesma teia de violência que o conduzira à prisão. Uma reflexão poderosa sobre o perigo das ideologias extremistas na sociedade contemporânea.

Trailer de América Proibida:


Elephant é um filme do celebrado realizador Gus Van Sant, realizado em 2003. Trata-se de um olhar muito pessoal sobre o massacre no liceu de Columbine, procurando um registo próximo do documentário. Os espectadores acompanham a rotina diária de um grupo de adolescentes numa pacata cidade norte-americana. Ninguém estará preparado para o que irá acontecer...

Trailer de Elephant:


Finalmente, Juno (2007) encerrará a semana num tom mais ligeiro, apesar de abordar uma problemática muito importante: a gravidez na adolescência. O realizador Jason Reitman (nomeado para os Óscares de 2010 por Up In The Air) traz-nos uma comédia deliciosa sobre uma jovem que espera um filho do seu melhor amigo. Este filme recebeu quatro nomeações e ganhou o Óscar para melhor argumento original. Em destaque, também, a magnífica banda sonora.

Trailer de Juno: