
Para além de trazer ao nosso país nomes incontornáveis da indústia cinematográfica, com destaque para os nomes de Francis Ford Coppola, Robert Frank e Juliette Binoche, a edição de 2009 do Estoril Film Festival apresenta a retrospectiva integral da obra do realizador canadiano David Cronenberg.
Este antigo estudante de literatura soube, ao longo das últimas quatro décadas, conquistar um lugar aparte na história do cinema. A sua obra, sempre controversa, tem vindo a centrar-se na exploração de temáticas que provocam os espectadores, seja pela sua crueza, seja pela sua ambiguidade, podendo, inclusivamente, roçar aquilo a que alguns não se inibem de catalogar como mau-gosto.
No entanto, para o pacífico (diz quem o conhece bem) Cronenberg, o cinema constitui o veículo ideal para explorar o universo interior do ser humano, nas suas profundas contradições e nos seus múltiplos receios. O olhar de Cronenberg torna-se obsessivo sempre que, desrespeitando os limites a que a moral nos obriga, se detém na simplicidade dos actos que qualquer um de nós, em situações extremas, pode cometer.
Como grandes referências na obra deste realizador temos filmes como Zona de Perigo (1983), A Mosca (1986), Irmãos Inseparáveis (1988), Crash (1996), e os recentes Uma História de Violência (2005) e Promessas Perigosas (2007).

Gostei muito deste post.
ResponderEliminarVenho sugerir mais uns quantos filmes, para o mês de Fevereiro, por exemplo.
American Psycho. The moon and the son - an imagined conversation (mini filme, mas muito bom). Miami Vice. Como é o "mês" dos namorados, podemos interligar: Estes filmes tratam principalmente das relações entre as pessoas. O quão cruéis conseguem ser.
Ana Feliciano
Parabéns pelo vosso blogue!
ResponderEliminarO Cronemberg é um dos meus realizadores preferidos! É completamente alucinado (e ainda bem!) e eu gosto espcialmente dos seus filmes da década de 90: Festim Nu, Crash e o ExistenZ. Já passaram aí?
Bom domingo!