domingo, 6 de dezembro de 2009

10 de Dezembro - Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem - Crianças Invisíveis

10 de Dezembro é o Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em colaboração com a Biblioteca da nossa Escola, comemoramos este dia com a apresentação do filme Crianças Invisíveis (All The Invisible Children).

Trata-se de uma película dividida em sete segmentos, cada um da responsabilidade de um realizador (só um é dirigido a quatro mãos), que pretende, sobretudo, sensibilizar os espectadores para o permanente sofrimento a que estão votadas as crianças, um pouco por todo o mundo, neste novo milénio.

São sete poderosos testemunhos de como em qualquer lugar, até ao nosso lado, há crianças que se limitam a sobreviver na sociedade injusta e imoral que lhes é imposta pelos adultos. As mensagens transmitidas pelo filme podem traduzir um lema já abordado pelo padre António Vieira no seu Sermão de Santo António aos Peixes: “servir-vos-ão de confusão, ainda que não seja de emenda” (que os alunos do 11.o ano certamente recordarão).

Das favelas do Brasil a um cenário de guerra num qualquer país africano, de Nova Iorque aos bairros de lata italianos, da ex-Jugoslávia a uma metrópole asiática, as imagens de Spike Lee, Emir Kusturica, Ridley Scott ou John Woo são, também elas, muito dolorosas para quem sabe que as condições em que vivem muitas crianças não são dignas da nossa humanidade, do nosso progresso, democracia e liberdade.

Além da guerra, da violência, da ausência parental, da miséria extrema, outras problemáticas são abordadas, com especial destaque para as inocentes crianças portadoras de SIDA (no episódio de Spike Lee) e para a ilusória felicidade trazida pelo dinheiro (no delicado segmento de John Woo).

Trailer do Filme:

2 comentários:

  1. Parabéns pela matéria e pela militância.


    LEIA ARTIGO QUE ESCREVI SOBRE OS 61 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITO HUMANOS NO MEU BLOG: www.valdecyalves.blogspot.com

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  2. O filme é de deixar qualquer um com lágrimas nos olhos, muito bom. E é de pensar que ás vezes fico chateada por ter arrumar a casa, agora tenho muito que pensar, e menos que resmungar!

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