domingo, 22 de novembro de 2009

26 de Novembro - Drácula de Bram Stoker

Guardámos para o fim do nosso ciclo "vampiresco" aquele que é unanimemente considerado rei das criaturas da noite. Drácula, conde da Transilvânia, inspirou o mundo do espectáculo desde a publicação do romance de Bram Stoker, em 1897.
O notável filme de Francis Ford Coppola, estreado em 1992, retoma a figura dolorosa e trágica que atravessa o tempo sob o peso de um enorme desgosto de amor. Drácula não é um monstro sedento de sangue, é uma criatura sempre solitária, ainda que rodeado das mais belas mulheres, à procura do amor perdido. Ao mesmo tempo que nos delicia com o seu virtuosismo técnico e com o seu extraordinário sentido narrativo, Coppola constrói uma história fidelíssima ao romance original (daí a inclusão do nome de Bram Stoker no título), bebendo inspiração em duas outras obras maiores da história do cinema: Nosferatu, Uma Sinfonia das Trevas (1922) de Friedrich W. Murnau (considerado o mais belo filme europeu de sempre pela Cinemateca Portuguesa e um dos maiores testemunhos do expressionismo alemão) e Dracula (1931), de Tod Browning (a primeira adaptação "sonora", com um notável Bela Lugosi).
Gary Oldman é um conde Drácula a dobrar. Primeiro, é um velho que prima pela sua excentricidade. Depois, quando a acção "viaja" até Inglaterra, transforma-se num sedutor romântico, elegante e irresistível. Esta é uma inovação trazida pelo realizador, receoso, talvez, que a sua personagem se tornasse mais memorável que o próprio filme, algo que acontecera inúmeras vezes, nomeadamente com Bela Lugosi e Christopher Lee (protagonista de vários filmes, da companhia inglesa Hammer, centrados na personagem do príncipe das trevas).
Muito mais haveria a dizer sobre o filme de Coppola mas isso seria retirar espaço para a discussão que se pretende criar.

Resumo do argumento: Jonathan Harker (Keanu Reeves) desloca-se até ao castelo do conde Drácula (Gary Oldman), na Transilvânia. Aquilo que seria uma vulgar viagem de negócios transforma-se numa vertigem de horror, uma vez que o excêntrico conde descobre que Mina (Winona Ryder), a noiva de Jonathan, é uma reencarnação de Elisabeta, a mulher que perdera na longínqua Idade Média e a quem a Igreja recusara um funeral cristão. Esta decisão revoltara o conde, levando-o a desafiar Deus e a transformar-se, a partir daí, numa criatura das trevas. Drácula tudo fará para reencontrar o seu amor mas pela frente terá a oposição decidida do dr. Van Helsing (Anthony Hopkins).

Trailer do filme:

2 comentários:

  1. Este filme é muito bom! Já estava farta de das pessoas apenas falarem dos vampiros que brilham ao sol, finalmente, um filme com vampiros a sério!

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  2. de longe o melhor filme de vampiros até a data

    embora existam muitos outros filmes sobre vampiros que vale a pena ver

    Blade 1 e 2
    Underworld e Underworld Evolution
    Queen of the Damned
    Blood the last vampire (animação)
    Interview with the vampire
    Hellsing (serie de animação)

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