segunda-feira, 26 de abril de 2010

29 de Abril - Um Amor Inevitável

O filme desta semana possui um sem-número de qualidades mas a sua maior virtude é, inquestionavelmente, o saber colocar-nos no centro de uma pergunta com a qual somos confrontados, mais cedo ou mais tarde, durante a vida: será possível que um homem e uma mulher conseguem ser amigos sem que as regras da atracção façam a sua estranha dança?

Bem, geralmente, e simplificando, a premissa comum a todas as críticas que já se escreveram a propósito deste filme coloca a pergunta noutro nível, resumindo-a ao factor sexual. Na nossa modesta opinião, esta ideia rouba algum encanto ao filme e retira predicados ao extraordinário argumento de Nora Ephron (nomeado para o Óscar e vencedor de múltiplos prémios, com destaque para o Golden Globe).

Mais do que uma comédia de situação ou de personagens, Um Amor Inevitável (When Harry Met Sally) revitalizou a comédia romântica no cinema, conduzindo-nos até ao ambiente dos anos de ouro de Hollywood (no que a este género diz respeito) e iniciando um ciclo novo que ainda hoje dá os seus frutos e mantém um público fiel.

Os desempenhos de Billy Crystal e Meg Ryan (em papéis que os lançaram no cinema, ele como “comediante que não ri” e ela como uma “namoradinha da América”) contribuem significativamente para um clima romântico que “está lá mas parece não estar”, algo só ao alcance de uma realização segura e fluida (a cargo de Rob Reiner, o antigo actor de All In The Family, onde representava o sofredor genro do irascível e inesquecível Archie Bunker).

Resumo do argumento: Harry e Sally conhecem-se quando o acaso os junta numa viagem de automóvel de Chicago para Nova Iorque. Pelo caminho, apercebem-se que não gostam um do outro, uma vez que possuem visões diferentes do amor. Nos anos seguintes, os seus caminhos cruzam-se algumas vezes, sempre de forma imprevista, e a animosidade entre ambos parece eternizar-se. No entanto, algo vai aproximá-los.

Trailer do filme:

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