
Se, no primeiro filme do actual ciclo, abordámos a tentativa de assassínio de Adolf Hitler, perpetrada por um grupo de cidadãos alemães que não se revia na ideologia nazi, vamos agora interessar-nos pelos últimos dias da vida daquele que é muitas vezes considerado um dos maiores “monstros” da História.
A maior curiosidade de A Queda: Hitler e o Fim do Terceiro Reich (Der Untergang, no original) prende-se com o facto de ter sido realizado na Alemanha, por Oliver Hirschbiegel, revelando uma visão muito mais coerente e próxima da realidade do que as inúmeras produções realizadas noutros países (nomeadamente, nos Estados Unidos) sobre o declínio da ditadura nazi e os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.
Tratando-se de um filme recente (estreou em 2004), verificamos que os sessenta anos que entretanto passaram sobre a época retratada (e, com eles, tantos acontecimentos marcantes para a História da Europa), permitiram uma abordagem despudorada e neutra, não incidindo, propositadamente, sobre os actos monstruosos de Hitler, mas sobre a pessoa do ditador, em todas as suas incoerências e fragilidades.
A história do filme acompanha a visão da secretária pessoal de Hitler, alguém que acompanhou o Fuhrer nos últimos dias do Terceiro Reich, como testemunha privilegiada do seu declínio. O actor Bruno Ganz (sem dúvida, uma das maiores figuras do cinema alemão da actualidade) concentra sobre si muita da atenção dos espectadores, conseguindo uma interpretação brilhante, tanto nos momentos de quietude como nos de exaltação feroz.
Este filme foi nomeado para os Óscares da Academia, na categoria de Melhor Filme
Como curiosidade, referir que, nos últimos tempos, no YouTube, popular sítio na Internet, apareceram inúmeras rábulas realizadas a partir de cenas deste filme, com legendas inventadas (aproveitando o desconhecimento da língua alemã da maioria dos utilizadores), que se referem tanto a acontecimentos mundanos como a actos políticos recentes.
Resumo do argumento: Estamos em Berlim, nos últimos dias de Abril do ano de

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