
Quando, em momentos de crise como aquele em que vivemos, perspectivamos o futuro com algum receio torna-se obrigatório fazer um exercício colectivo de memória para relembrarmos épocas na história da humanidade em que o medo, a guerra, a fome, a tortura e toda a espécie de provações que atingiram os nossos antepassados não foram suficientes para matar a Esperança. Tenhamos, pois, isso bem presente no nosso espírito.
Em Maio, vamos assinalar, no nosso núcleo, os 65 anos do final da Segunda Guerra Mundial na Europa. Este conflito teve início em Setembro de 1939 (com a invasão germânica da Polónia) e só terminou em Agosto de 1945 (com a rendição incondicional do Japão após as bombas atómicas largadas em Hiroshima e Nagasaki). Na Europa, o dia 7 de Maio de 1945 (uma semana depois do suicídio de Hitler) constituiu o cessar de todas as hostilidades. Para trás ficava um pesadelo jamais vivido no Velho Continente. 17 milhões de soviéticos, 6 milhões de judeus, 5,5 milhões de alemães, 4 milhões de polacos, 1,6 milhões de jugoslavos e, ainda, centenas de milhares de cidadãos de cada um dos países europeus que se envolveram na guerra (ingleses, franceses, holandeses, italianos, belgas, noruegueses, austríacos, gregos, finlandeses…) pereceram neste holocausto.

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