
Quando se pergunta a um aluno a sua noção de Romantismo, a resposta ouvida centra-se, quase invariavelmente, na temática do amor. A partir daqui, o professor de Português só tem um caminho: mergulhar na história da literatura e explicar aos seus alunos que houve um período artístico revolucionário denominado Romantismo, nascido das convulsões políticas e sociais da segunda metade do século XVIII, que tem muito para contar…
Os estudantes do 11.º ano de escolaridade estudam uma das obras-primas da nossa dramaturgia: o Frei Luís de Sousa, do romântico Almeida Garrett. Como pode uma tragédia ser, ao mesmo tempo, romântica? Simples: agarrando em muitos dos elementos que caracterizam as obras literárias desse tempo e juntando-os em cima de um palco, na forma de personagens complexas, mas, ao mesmo tempo, enigmáticas, agindo em função das suas inabaláveis convicções mas sujeitas a uma força maior, a um fado que a todas ultrapassa e destrói. Tudo o que se vê e ouve é maior que a vida: o amor, a dedicação, o patriotismo, a saudade, o individualismo, a História, a Fé, o descontentamento, a revolta, o apreço pela cultura nacional… até a obsessão pelo desconhecido, pelo mistério, pelas sombras do presente e do passado, pela morte.
Por tudo isto, seria inevitável dedicarmos o tema de Janeiro ao Romantismo, explorando algumas das suas temáticas e seleccionando filmes que, de alguma forma, ajudassem a criar nos alunos um verdadeiro sentido Romântico.

Sem comentários:
Enviar um comentário