
Porque o nosso ciclo de Maio pretende celebrar os 65 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, decidimos seleccionar uma película cujo argumento é baseado em factos reais, ocorridos em 1944, e que relata a conspiração que pretendeu terminar com o sofrimento de milhões de pessoas.
A Operação Valquíria foi levada a cabo por oficiais alemães em Julho de 1944. O plano era arriscado: assassinar Adolf Hitler e assim salvar o que ainda poderia ser salvo da barbárie no Mundo, na Europa e, particularmente, na Alemanha.
Saído do sucesso dos dois primeiros tomos de X-Men e de Superman Returns (filmes que adaptam bandas desenhadas em que a ficção futurista e os efeitos especiais são lei), o realizador Bryan Singer poderia, numa primeira instância, não ser a pessoa certa para levar a bom porto um projecto centrado num acontecimento da já distante Segunda Guerra Mundial. No entanto, a aposta dos produtores revelou-se certeira e Operação Valquíria (Valkyrie, no original) resulta numa boa combinação de filme de guerra e de thriller político, prendendo os espectadores à narrativa, mesmo quando sabem, antecipadamente, o seu desfecho.
Para desempenhar o papel do Coronel Claus Schenk Graf von Stauffenberg, um aristocrata católico, o escolhido foi Tom Cruise, um actor que tanto provoca grandes paixões como manifestações de repúdio. Neste filme em particular, Cruise consegue manter a sobriedade necessária e compõe uma figura simultaneamente trágica e humana, revelando possuir mais talento que aquele que normalmente a Academia lhe dedica. Contra si, terá, e tê-lo-á sempre, a ideia pré-concebida, e naturalmente errada, de que as suas limitações artísticas suplantarão as suas capacidades dramáticas.
Resumo do argumento: Em Julho de
Trailer do filme:

Sem dúvida um tema muito interessante... Vale a pena relembrá-lo e alertar para situações, bem contemporâneas, fundadas em ideologias semelhantes.
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