
Continuamos a percorrer um trilho romântico com o terceiro filme da nossa temática de Janeiro. No entanto, se
Com efeito, este magnífico filme de John Boorman mergulha num dos mais belos mitos da história mundial, revelando um mundo crepuscular e feérico, cheio de nevoeiro e escuridão, tão do agrado dos autores românticos.
A Idade Média, com os seus mistérios e encantos, as suas lendas e mitos, foi o palco por excelência da acção dos notáveis romances históricos escritos na primeira metade do século XIX. Por esta altura, em toda a Europa, a narrativa explorava as histórias, plenas de aventura, que tinham estado na génese de cada nação, despertando na burguesia, nova classe social, uma enorme curiosidade pela leitura. Portugal não foi excepção a esta moda, destacando-se, neste aspecto, Alexandre Herculano, nomeadamente com O Bobo e Eurico, o Presbítero. Em Inglaterra, pelo mesmo período, Sir Walter Scott criava Ivanhoe e toda uma série de heróis galantes, cavaleiros dispostos a perder a vida em nome do triunfo do bem, da verdade e da justiça.
As histórias sobre o rei Artur, a rainha Guinevere, Lancelot, Merlin, Morgana, os cavaleiros da Távola Redonda, e tantas outras personagens, já vinham cativando a nobreza europeia desde, pelo menos, os finais do século XIV. No nosso país, é conhecido o apreço com que os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre (inglesa de nascimento) ouviram esta história nos serões do paço real.
O argumento do filme Excalibur, de John Boorman, é uma adaptação de Le Morte D’Arthur, de Thomas Mallory, autor inglês do século XV. Em rigor, a obra original é uma espécie de compilação das narrativas de tradição oral (mais uma característica que os autores românticos tanto apreciavam) sobre Artur, monarca cujo reinado é situado precisamente no final da influência romana
Muito mais haveria para dizer sobre a lenda do Rei Artur, sobre as características românticas que a história encerra, sobre a influência desta história de cavaleiros, mágicos e aventura na cultura ocidental. A este propósito, e para os alunos mais cinéfilos, apenas relembrar alguns filmes (baseados ou não em obras literárias de grande projecção mundial) em que as forças do bem (da “luz”) lutam contra os elementos poderosos que simbolizam o mal (as “trevas”), numa clara demonstração da vitalidade e modernidade do mito arturiano: Matrix, A Guerra das Estrelas, O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Neo, Luke Skywalker, Frodo Baggins (ou Aragorn) e Harry Potter, não são eles uma nova versão do Rei Artur?
Resumo do argumento: Na Inglaterra medieval, antes de morrer, o rei Uther enterra Excalibur numa pedra. Só Artur, o escolhido, criado pelo mágico Merlin, poderá erguer a espada e tornar-se rei.
Trailer do filme:

Bom filme, mas gosto mais do Monty Python and the holy grail
ResponderEliminarRicardo Silva:
ResponderEliminar- É um filme razoável mas gosto mais do King Arthur que saiu em 2004